“A falta do repasse dos recursos do SUS
por parte da prefeitura tem inviabilizado a realização de pelo menos
500 procedimentos cirúrgicos a cada mês, impondo um tratamento desumano a
estes pacientes”, denunciou.
“Deixo aqui o meu repúdio porque quando
vê a cidade sem a coleta de lixo, a gente fica triste. Mas, ver o ser
humano submetido a este tipo de humilhação é motivo de indignação”,
condenou.
Apropriação indébita - Bertulino
esclareceu não estar cobrando contribuição financeira da prefeitura ao
hospital. Mas um repasse legal, oriundo do Sistema Único de Saúde - SUS,
previamente destinado aos procedimentos cirúrgicos eletivos de média e
alta complexidade. “A prefeitura não repassou o dinheiro que já recebeu
do Governo Federal e do Governo do Estado”, cobrou, ao informar que o
valor devido ao HC é de R$ 20,6 milhões.
“Não se trata de um pagamento da
Prefeitura de Aracaju. É apenas um repasse dos recursos do SUS, pagos
pelo Governo Federal ao 5º dia útil de cada mês à PMA. Será que
poderemos entender esta retenção dos recursos do SUS pela PMA como uma
apropriação indébita? ”, questionou.
Reincidência - O vereador não vê
justificativa para os constantes atrasos nos repasses. “O dinheiro não é
da prefeitura. O governo federal já repassou e os recursos estão à
disposição do munícipio. Por que não repassar imediatamente para que os
funcionários tenham seus salários regularizados e possam receber em
dia?”, provocou, lembrando se tratar do quarto ou quinto atraso só em
2015.
Ele lamentou o descaso dos gestores
municipais. “Lamentavelmente, na manhã de hoje, o HC suspendeu todos os
procedimentos cirúrgicos eletivos porque não teve dinheiro para
medicação, não teve dinheiro para pagar aos seus funcionários, não teve
dinheiro para pagar a cooperativa prestadora de serviços e não teve
dinheiro para pagar aos seus médicos”, reclamou o vereador.
“São pessoas que já estão em uma fila de
espera há quatro ou cinco meses e agora tiveram seus procedimentos
suspensos por mais um atraso da PMA”, protestou.
Bertulino apela para que a Prefeitura
Municipal de Aracaju, através da secretaria Municipal de Saúde,
providencie com a máxima urgência o repasse dos recursos. Preocupado com
o agravamento dos problemas de saúde dos pacientes, ele tem feito
vários pronunciamentos alertando ao prefeito de Aracaju para o risco de
morte imposto aos pacientes em decorrência da não regularidade nos
repasses. “Sem falar no débito atual de R% 5,6 milhões, acrescidos dos
R$ 7 milhões anteriores, que já foi acordado no Ministério Público
Federal, onde a PMA assumiu o compromisso de pagar em parcelas e não vem
cumprindo”, criticou.
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