O pronunciamento feito nesta terça-feira, 01/12, foi a segunda
tentativa de sensibilização do vereador Bertulino Menezes (PSB/SE), em
sessão legislativa, na Câmara Municipal de Aracaju.
“Sei que este pode, muitas vezes, parecer um discurso desumano. Mas
desumano mesmo é um drogado aliciar uma criança para a mendicância com o
objetivo de conseguir dinheiro para comprar drogas ou bebidas”,
alertou.
“Peço que a administração dê uma atenção, peço que não haja omissão
ou conivência. O poder público tem a obrigação de cuidar dessas
crianças”, apelou.
Além da administração municipal, o apelo do vereador foi extensivo
também ao Conselho Tutelar e à Vara da Infância e da Adolescência.
“Geralmente, são crianças exploradas, expostas por adultos, usuários de
drogas e de bebidas alcóolicas, algumas vezes pela própria família, como
pedintes no período natalino”, lamentou, ao reconhecer se tratar de um
tema muito sensível, mas que precisa ser combatido pelo poder público e
pela sociedade como um todo.
Bertulino adverte à secretaria municipal de Ação Social
principalmente por se tratarem de famílias, muitas vezes, já cadastradas
e beneficiárias de programas sociais do governo federal, como o Bolsa
Família.
Ele se mostrou muito preocupado com a integridade das crianças que
são expostas ao sol, à chuva, à violência das ruas, ao risco de
acidentes de trânsito nas grandes avenidas da cidade, como Francisco
Porto, Hermes Fontes, Pedro Paes de Azevedo e outras, assim como nos
entornos dos shoppings centers.
Segundo estudos feitos pelo vereador, boa parte dos aliciadores é
originária de cidades da Grande Aracaju, como Barra dos Coqueiros, Nossa
Senhora do Socorro, além da periferia da capital.
Ele também demonstrou preocupação com a ocupação dos entornos de
viadutos e pontes, como do Viaduto do Dia, da Ponte do Detran e também
da Ponte Aracaju-Barra, que servem de acampamento para famílias inteiras
durante o período de festividades natalinas. “Isso é uma verdadeira
situação de promiscuidade. Uma questão antissocial numa cidade tão bela e
gostosa de se viver como Aracaju”, lastimou.
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